Como aproveitar a conexão em Nova York

Passada toda a correria do casamento e da lua de mel, chegava a hora da partida. Escolhemos que a nossa casa seria do outro lado do Oceano Atlântico, num lugarzinho ao norte do mundo chamado carinhosamente de Ilha Esmeralda. Começamos a buscas por passagens por volta de 1 ano antes da partida, mas intensificamos nos últimos 3 meses que antecederam a data. Para a nossa surpresa, compramos um voo para Europa e ganhamos de presente um voo para Nova York! A nossa passagem de ida tinha um tempo de espera de 12h na Big Apple. Isso mesmo 12 horas de conexão em Nova York.

Depois de muita pesquisa, busca e cotação a gente conseguiu o melhor preço com a Submarino Viagens. Mas essa foi a nossa experiência, não deixe de fazer todas as pesquisas necessárias quando você for comprar a sua passagem aérea. Inclusive não se esqueça de verificar se tem conexão, quanto tempo você tem de espera, se há troca de aeroporto e de conferir as dicas de como conseguir promoções aqui.

Uma informação importante! Para pisar no território dos Estados Unidos você precisa ter o visto americano. Mesmo que seja somente estando em conexão (mesmo que sua conexão dure 30 minutos ou menos!). Então só embarque nesse tipo de aventura tendo a certeza que seus documentos estão em ordem. Clique aqui para saber mais sobre como tirar o visto americano.

A logística

Nosso voo saiu do Brasil no final da noite de uma quarta-feira no início de setembro. Chegaríamos em Nova York no dia seguinte pela manhã. Fizemos nossas malas de forma que a bagagem de mão seria somente duas mochilas (uma para cada um). Nada de mala de bordo ou sacolas.

Escolhemos roupas confortáveis e leves pois encontraríamos um clima ameno em Nova York (verifique a época do ano de sua viagem!). Outra escolha foi usar tênis. Nada de bota ou sapatos desconfortáveis. Na mochila colocamos uma troca de roupa, produtos de higiene pessoal básicos, bem como documentos e eletrônicos com carregadores.

Antes de embarcamos no Brasil, garantimos que tipo de procedimento seria feito com nossas malas quando chegasse no aeroporto de Nova York. E descobrimos que era por nossa conta despachar novamente nossas malas grandes. E a nossa dica principal aqui é: tire todas as suas dúvidas antes de sair do Brasil, principalmente se seu inglês não é dos melhores. Fazer as perguntas em português vai facilitar a vida.

A chegada

Nosso voo foi para o aeroporto JKF. Chegamos por volta das 6h da manhã no horário local e conseguimos sair do aeroporto depois das 8h. Levamos em torno de 1h na imigração. Como era nossa responsabilidade despachar as malas novamente, pegamos na esteira de bagagem e fomos procurar onde supostamente elas deveriam ser colocadas. A atendente no Brasil tinha nos dito que era na esteira do lado, no mesmo ambiente. Mas ao chegar lá ficamos perdidos para variar e não soubemos encontrar o lugar.

Ficamos como dois idiotas rodando no desembarque com o inglês enferrujado tentado perguntar o que teríamos que fazer com aquelas malas (4 malas grandes). E depois descobrimos que seria melhor subir para o embarque e despachar por lá e foi o que fizemos. Aproveitamos o momento e fizemos o nosso check in do voo noturno para Dublin.

Depois disso, decidimos que levaríamos para Nova York somente uma pequena bolsinha que estava dentro da minha mochila pois por conta dos notebooks, as mochilas estavam muito pesadas. Separamos as coisas essenciais para o dia e deixamos as mochilas dentro de um locker no aeroporto que fica logo na saída do desembarque. O valor foi em torno de U$ 20 para as duas mochilas.

Resultado, depois de toda essa aventura conseguimos sair do aeroporto depois das 8h da manhã e se eu pudesse te dar um conselho é: não saia do aeroporto durante uma conexão que tenha menos de 10 horas de duração. Não vai compensar o passeio.

Trajeto Aeroporto-Manhattan

Pegamos um trem dentro do aeroporto que fez conexão com o metrô e nos levou até o bairro mais famoso de Nova York. Não passe a mesma vergonha que a gente: pegue o trem no aeroporto e não procure onde pagar a passagem, a catraca é no final do trajeto, quando acontece a conexão com o metro. Tudo feito por máquinas, como bons americanos.

Levamos mais um hora nesse trajeto. Fomos perguntando e tentando usar o mapa do metrô  que baixamos no aeroporto. Preste atenção, as estações de metrô o são gigantes e tem saídas em lugares diferentes.

O Roteiro

Como era nossa primeira vez em Nova York, escolhemos caminhar por Manhattan e conhecer aleatoriamente, sem muito compromisso com lugares e passeios, porque sabíamos que o dia seria curto, pois, apesar do voo ser somente à noite, tínhamos o compromisso de voltar para o aeroporto com 4 horas de antecedência para que se houvesse algum imprevisto, teremos tempo para resolve-lo.

Os lugares que visitamos foi:

  • Rockfeller Center: uma das coisas que queríamos muito fazer era subir num prédio de Nova York para ver a cidade de cima. Escolhemos o Rockfeller Center porque foi o que vimos primeiro e não queríamos perder tempo. Mesmo se passar pouco tempo na Big Apple,  paneje para ver a cidade de cima. É algo indescritível. Pagamos U$36 cada um para subir até o topo.

Do terraço do Rockefeller Center é possível ter visão do famoso Empire State Building

  • Broadway: nos deu a impressão de estar dentro de um filme. O cenário não era novo, mas era algo que em nossa memória tínhamos como ficção. Ver ao vivo foi um ponto inesquecível na vida.

A movimentada e encantadora Broadway

  • M&Ms World: sem maturidade nenhuma para viver aquilo, saímos de lá uns poucos muitos dólares mais pobres, mas muito mais felizes!

Como ter maturidade?!

  • Hershey’s: não estava no roteiro e nem sabíamos que existia, mas quando eu vi fiquei pirada e entramos. Esse é o meu chocolate favorito no mundo e eu amei poder comprar muito dele!
  • Disney Store: ainda na região da Broadway (as outras duas também eram por perto) encontramos a Disney Store. Toda aquela magia que já conhecemos dentro de uma de suas principais lojas no mundo. Se você gosta de Disney, vale a parada no mínimo para apreciar a loja.
  • Central Park: Depois de andar pela Broadway, caminhamos até o Central Park. Fazia muito calor e várias pessoas estavam almoçando e aproveitando o sol. Andamos um pouco mas não vimos nada além de um esquilo. Eu – Mari – fiquei cantando a música do filme Encantada mentalmente durante todo o trajeto.

O Central Park, na nossa opinião, ficou devendo

  • Apple Store: Esperávamos entrar na clássica loja da caixa de vidro e no subsolo do coração de Nova York. Mas infelizmente pegamos o local reformando e tivemos acesso somente a uma loja temporária.
  • Nathan’s: para finalizar, escolhemos almoçar em um dos carrinhos de rua (foodtruck) já famosos e conhecidos em NYC. Comemos cachorro quente e batatas para o almoço.

Orçamento

Levamos o total de U$ 300 e conseguimos passar o dia sem aperto e/ou dificuldade. Podíamos ter passado com menos? Com certeza! Não se esqueça de trocar dólares (ou da moeda local) no seu país de origem se pretende sair do aeroporto durante uma conexão. Normalmente cada minuto é contado, então chegar e estar com dinheiro na mão já ajuda muito.

O Retorno

Escolhemos voltar para o aeroporto logo após o almoço (mesmo nosso voo de volta sendo por volta de 7pm), pois estávamos com medo de nos perdermos ou de acontecer algum imprevisto no caminho e atrasar. Fizemos o mesmo caminho na volta e chegamos no aeroporto com mais de 3 horas de antecedência para o nosso voo para Dublin. Pegamos as mochilas no locker com calma, fomos para a sala de embarque e começamos a ajeitar nossas coisas nas mochilas novamente.

Tomamos banho com lenço umedecido e ficamos bem na medida do possível. Entramos no avião debaixo de uma chuva torrencial em Nova York e – por consequência – nosso voo atrasou mais de 2h para sair.

E essa foi nossa história e nossa conexão. Não se esqueça que cada um tem sua experiência pessoal e suas próprias escolhas. Conta para gente nos comentários como é a história de vocês com conexões?

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