Como é viajar pela Floresta Amazônica
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Como é viajar pela Floresta Amazônica

Se você acompanha nosso Instagram, sabe que fizemos uma viagem in-crí-vel para Manaus e Floresta Amazônica. Se não acompanha, para esse post, clica aqui e segue lá para acompanhar nossa rotina, nossas viagens e passeios e as dicas exclusivas que só falamos por lá.  Depois disso poderemos falar sobre a Amazônia: a viagem que muda a vida.

Por que Manaus e Floresta Amazônica?

Como é viajar pela Floresta Amazônica
E quem disse que não dá pra ser romântico e aventureiro ao mesmo tempo?!

Mas voltando à Amazônia… Nós precisávamos escolher nossa viagem mais importante como casal até então, primeiro porque seria o roteiro da nossa lua de mel, segundo porque seria a nossa “última” viagem pelo Brasil por pelo menos o próximo ano, já que logo depois embarcaríamos na nossa aventura de morar em outro país (que é assunto para um outro post, que virá nas próximas semanas!).

Então, queríamos algo que saísse do roteiro clichê de lua de mel, que fosse uma viagem para aproveitar muito e que fosse algo que não estaria em nossa realidade pela Europa, na vida próxima seguinte. A Amazônia já estava em nosso coração como um sonho distante, caro e fora da nossa realidade para aquele momento. Fazíamos pesquisas diversas e contas malucas sobre preço das passagens, hospedagens e custo de viagem para vários lugares do Brasil e até da América Latina. Quando percebemos que nada nos faria tão feliz quanto estar na Amazônia. E daí, depois dessa decisão a gente só planejou tudo e foi.

O Roteiro

Compradas as passagens, definidas as datas e horários, começamos a pesquisar de fato sobre os lugares para conhecer, os passeios para fazer e aí deu um nó.

Tínhamos 6 dias (a viagem mais longa que estávamos planejando até então) e esses dias não pareciam ser o suficiente para que a gente realizasse tudo que a internet nos apresentava de opções. São tantos lugares incríveis, tantos passeios diferentes que ficou mesmo muito, muito difícil de escolher e encaixar tudo em 6 dias.

Mudamos a escolha de roteiro mil vezes e depois mudamos mais umas mil e quinhentas vezes a ordem dos passeios, por questão de logística e tudo. Nos próximos posts nós vamos escrever em detalhes sobre os passeios, os serviços contratados e todos os detalhes técnicos, fiquem ligados!

A viagem

Como é viajar pela Floresta Amazônica
Cidade de Manaus em meio à floresta

Sabíamos que seria algo diferente, tínhamos expectativas sobre as frutas e as comidas. Tínhamos expectativas sobre a realidade, a selva e o que viveríamos e veríamos lá. Mas nada, absolutamente nada, se compara ao que de fato vivemos.

A gente chega no aeroporto já incomodado com a alta temperatura acompanhada da alta umidade. Depois do banho a gente queria voltar para o chuveiro, porque o corpo estava colando e suando.

Descemos em Manaus e a cidade (ao contrário do que você está aí pensando) é uma grande metrópole e quase nenhum verde (somente ao redor, já que de fato ela é cercada pela floresta). Os restaurantes mais famosos são de peixes e das mais variadas espécies, a maioria delas a gente nunca tinha ouvido na vida. Os sorvetes (queridinho das nossas viagens) vieram em sabores e texturas que não sabemos nem como descrever, não fazem parte do que conhecemos como sabores. “Tem sal, mas é doce” foi o melhor que conseguimos ao descrever um sorvete de Buriti.

E depois, quando fomos passar nossos três dias na selva fizemos o primeiro trajeto de carro, depois vimos o encontro das águas de barco. Momento inacreditável, a água muda de cor, de textura e de temperatura ali no rio na nossa frente, a olho nu. E daí mais um trajeto de van que ouvimos do motorista que a energia elétrica chegou na casa dele “tem uns 5 anos, no máximo.”. Há 5 anos atrás ele não podia ter geladeira em casa, há mais ou menos 1 hora da capital do seu estado. Grande metrópole, zona franca, grandes fábricas, cheia de dinheiro.

A selva

Como é viajar pela Floresta Amazônica
#simvamospraselva

Lá na pousada de selva a energia elétrica também chegou, mas o chuveiro ainda é na agua fria. As atividades começam com o sol nascendo, mas param na hora do almoço. A umidade é muito alta nesse horário e a temperatura sobe muito. A pousada fica no meio da selva e só tem acesso de barco. E daí vocês imaginam aqui dois seres humanozinhos cheios de energia, acostumados a mal parar para dormir quando estão viajando, terem que parar durante eternas 3 horas após o almoço. Só porque a temperatura está muito alta. A gente tem que acalmar o coração e aprender que aproveitar também é contemplar e esperar. E isso não é fácil, definitivamente não.

Outro desafio foi o nosso primeiro – e provavelmente último – acampamento na selva. Sem energia, com um monte de mosquitos e absolutamente nada para fazer. Num grupo de 10 pessoas éramos os únicos brasileiros. A gente quis voltar para pousada, mas já não tínhamos mais oportunidade naquela altura do campeonato. As definições do que é ou não higiênico foram atualizadas quando a gente toma banho com lenço umedecido. Mas depois, quando a gente sai para ver as estrelas, com tudo escuro a gente percebe que cada minuto ali valeu a pena.

No dia seguinte, teve a casa do ribeirinho. Nativo da floresta amazônica que vive na beira do rio e se sustenta através da produção de consumo próprio. (somente os ribeirinhos tem autorização de pescar e desmatar para plantar, porque ele faz isso para que a sua família sobreviva). Duas horas de Manaus. A energia elétrica ainda não chegou, a escola fica há 1 hora de barco, o posto de saúde não tem o atendimento básico. O parto é em casa, sem pré natal. E se ficar doente o remédio vem da mata, porque claro que não há farmácia. A água usada para consumo vem do rio e o peixe pescado tem que ser consumido no dia, já que não há formas de conservá-lo.

E no final

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Jovens levam mais de 2h de barco até a escola todos os dias

A gente percebeu que na viagem para Amazônia o que menos foi importante foram as frutas, os sabores e os peixes. A viagem para Amazônia nos fez ver um Brasil que não existe nos noticiários, uma história que não é ensinada nas escolas e uma rota de turismo que o brasileiro ignora.

E mais, viajar pela Floresta Amazônica não era tão caro como imaginávamos, nem tão selvagem quanto vocês imaginam.

 

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